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CPERS decide manter greve e avaliação das propostas do governo pela base da categoria

Continuidade da greve do magistério gaúcho foi decidida em assembleia geral realizada nesta terça-feira (31), em Porto Alegre.

Matéria Publicada em: 01/11/2017
Assembleia Geral foi realizada nesta terça-feira (31). Foto: Carol Ferraz/Divulgação Cpers

Nessa terça-feira (31), milhares de educadores, decidiram, em Assembleia Geral, realizada às portas do Palácio Piratini, pela continuidade da greve da categoria, que completa 57 dias.

Na ocasião, professores e funcionários de escola também definiram que as propostas apresentadas pelo governo ao Comando de Greve do CPERS serão avaliadas pela base em assembleias regionais e, com base nisso, poderá ser construída uma contraproposta ao governo.

Em proposta à categoria, o governo assume o compromisso de fazer o pagamento integral da folha no último dia do mês, a partir de 30 de dezembro de 2017, com as seguintes condicionantes:

- crescimento econômico nos próximos meses

- venda do excedente do controle acionário do Banrisul e a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados com o governo federal.

- retirada da Proposta de Emenda Constitucional nº 257/2016, que propunha revogar o artigo 35 da Constituição Estadual acabando com a obrigatoriedade de pagar em dia os salários e o 13º dos servidores, e em não demitir os professores e funcionários de escola com contratos temporários, que aderiram à greve.

Propostas serão analisadas pela base da categoria

Após análise e discussão das propostas do governo, os educadores posicionaram- se a favor de orientar a base da categoria a rechaçar o primeiro ponto da proposta do governo, através de assembleias regionais, onde também deverá ser construída uma contraproposta.

Outra orientação que será levada para a base será a de que as condições colocadas pelo governo sejam substituídas pelas propostas apresentadas pelo Cpers desde o início do anúncio da crise do Estado.

Ou seja, o combate à sonegação (R$ 7 bilhões) e a isenção fiscal (R$ 9 bilhões) e as perdas do Estado com a Lei Kandir (mais de R$ 48 bilhões). 

Estes são recursos que deveriam ressarcir o Rio Grande do Sul e auxiliariam, de forma significativa, a mudar o cenário atual.

Propostas de mobilização aprovadas:

1) Continuidade da greve;

2) Participação na Audiência Pública “Debate sobre a Reestruturação do IPERGS”, dia 01/11/2017, às 9h30min, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do RS;

3) Participação na Atividade Unitária com o SIMPA, Estudantes e CPERS/Sindicato no dia 06/11/2017;

4) Realização de pressão na Assembleia Legislativa, no dia 07/11/2017, para desgastar a base aliada do governo. Vigília por ocasião da votação dos PLCs e PLs de reestruturação do IPE;

5) Participação no “Marco Nacional de Lutas” contra as Reformas da Previdência e Trabalhista no dia 10/11/2017;

6) Realização de Aulas Cidadãs Contra todas as Reformas que atingem os(as) Trabalhadores(as) e entrega do Patrimônio Nacional. Pela manutenção do PLC Nº 024/2017 – FUNDEB;

7) Realização permanente de “Brigadas em Defesa da Educação Pública” em todos espaços públicos (ônibus intermunicipais e municipais, Trensurb, praças, entre outros);

8) Orientação aos Núcleos para fazerem um abaixo-assinado da Comunidade Escolar e entregar na CREs exigindo que “Sartori Atenda a Pauta do CPERS”.

9) Nota de Solidariedade da FAG – Federação Anarquista Gaúcha.

Fonte Cpers

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