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A Síndrome de Burnout e os Profissionais da Educação

Por, Naiana Ortiz Boeno – Professora da Rede Municipal de Ensino

Matéria Publicada em: 07/01/2018

Muitos profissionais da área da educação, mais especificamente os professores, após uma longa jornada de trabalho, passam por um acúmulo de cansaço, precedido de esgotamento físico e mental intenso; cujo labor excessivo passa a ser o grande motivador de tamanho estresse e exaustão.

Pesquisas recentes apontam que mais de 30% dos professores da educação básica da rede pública brasileira apresentam o que chamamos de “Síndrome de Bournout”, ou “síndrome do esgotamento profissional”; na qual nada mais é do que uma situação de estresse laboral prolongado crônico.

Esta síndrome é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, com esgotamento físico e mental de forma intensa, intimamente ligada à vida profissional. O termo burn out, “queimar até a exaustão”, vem do inglês e indica o colapso que sobrevêm após a utilização de toda a energia disponível.

Pode-se dizer que quaisquer atividades profissionais podem desencadear a síndrome. Já em relação aos docentes, há algumas características marcantes da profissão que predispõem o aparecimento da mesma, tais como:

turmas numerosas e barulhentas; alunos com dificuldades; preparação de aulas; correção de atividades e provas; pesquisas; leituras; produções; acúmulo de tarefas; extensa jornada de trabalho; carga horária e turno de trabalho; relatórios e atividades extra-classe; entre outros.

Já as características pessoais também são consideradas facilitadoras para desencadear a síndrome, como:

idade, sexo, nível educacional, motivação, idealismo, coerência, personalidade, resiliência, filhos e lócus de controle, por exemplo.

Podemos considerar ainda fatores como as características do trabalho e as características sociais como fatores preponderantes, consideráveis para desencadear ou não, uma síndrome de Burnout, ao longo da vida como educador.

Como nos dias atuais temos em nossas escolas salas com um número considerável de alunos em pleno desenvolvimento; e que as demandas do cotidiano no cenário educacional atual estão exigindo cada vez mais do professor, não só em termos de qualidade, mas também em quantidade de tempo e espaço para que seu trabalho seja realizado com êxito, torna-se imprescindível a atenção acerca da saúde desse profissional.

Portanto, a busca pela qualidade de vida, aliada a um trabalho de qualidade e com saúde, tornam-se fortes aliados para um caminho de sucessos.

Naiana Ortiz Boeno

Professora da Rede Municipal de Ensino

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