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Atividade física aliado no pós-cirúrgico ao câncer de mama

Por, Evanir Cossetin e Dinacir Noro 

Matéria Publicada em: 03/11/2016

 

 

 

 

 

 

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Dentre os diferentes tipos de câncer, o de mama apresenta‐ se como a neoplasia de maior índice de mortalidade no Brasil, apesar de seu prognóstico ser detectado com mais facilidade. Geralmente o tumor se inicia na mama, pode atingir a axila e até mesmo aparecer em outros órgãos, fato que chamamos de metástases.

A extensão do tumor determina a forma de tratamento. Assim estimula-se a medidas de auto cuidado da mama como o auto-exame e a mamografia.

O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, alguns deles modificáveis, outros não.

O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis.

Entre outros fatores de risco não modificáveis estão o aumento da idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos.

Já os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até o momento estão relacionados ao estilo de vida, como o excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto, diminui o risco de desenvolver a doença. No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos.

Os principais fatores de risco constituem o sexo feminino, a idade (> 50 anos), história familiar (primeiro ou segundo grau direto) ou pessoal: ausência de filhos, primeira gravidez após os 30 anos, uso de hormônios externos, consumo de álcool, doença mamária prévia, radiação torácica e obesidade.

A associação de riscos eleva a possibilidade de câncer, mas esta não é uma condição absoluta. É necessário saber que riscos existem, porém deve-se principalmente ficar atento aos cuidados com a mama.

O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.

Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama. Se a detecção precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais.

É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. 

Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não.

Existem diversos tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo câncer deverá ser retirado ou uma cirurgia, que pode ser parcial ou total – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada ou com outros tratamentos.

O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não.

Vários estudos buscam correlacionar melhorias nos parâmetros clínicos, físicos, psicológicos e na qualidade de vida após a participação em programas de exercícios, durante e após o tratamento de câncer de mama.

Como o tratamento para câncer de mama muitas vezes resulta em uma diminuição nas fontes naturais ou exógenas de estrogênio, as mulheres enfrentam um risco maior de desenvolver doença cardiovascular e osteoporose.

A prática regular de atividade física, e o consequente condicionamento físico, provocam alterações funcionais e morfológicas no organismo que influenciam positivamente na qualidade de vida do sujeito, como diminuição da frequência cardíaca de repouso e da pressão arterial, melhora da função ventricular cardíaca e maior eficiência na utilização de lipídios como fonte de energia.

Dessa maneira, reabilitando co-morbidades associadas ao câncer e a seus tratamentos, conseguindo até diminuir o risco de morte em sujeitos com câncer de mama

Nesse contexto, a pratica de atividade física pode apresentar-se como um aliado não só na reabilitação física, mas também no bem estar psicológico e na qualidade de vida de mulheres sobreviventes ao câncer de mama.

CONCLUSÃO

Exercício pode ser uma das intervenções mais potentes para pacientes com câncer, mas com isso também vem riscos. Nem todos os exercícios são seguros para ser realizado.

O profissional que indica o exercício deve ter conhecimento do que pode e o que esse paciente não pode fazer e levar em consideração alguns critérios: individualidade biológica, tipo de exercício, intensidade do exercício, freqüência de exercício e duração do exercício.

Anaeróbio e aeróbio deve ser um componente integral no estilo de vida das pessoas que estão se recuperando de câncer.

Um dos fatores mais difíceis é de convencer um paciente com câncer de é que o exercício pode ajudá-los a superar a sensação de fadiga. Pois o mesmo se sente desanimado e sem animo para fazer qualquer atividade.

Nesse sentido, a prática de exercício físico no período pós-operatório também é de grande importância para minimizar os efeitos drásticos gerados na saúde de pacientes que sofreram impactos tão agressivos em seu organismo devido ao câncer de mama.

Estudos concluem que é importante a pratica de exercício fisico na reabilitação de pacientes com câncer, porém a seleção cuidadosa dos pacientes e principalmente a supervisão durante o treinamento são essenciais, assim como o acompanhamento médico.

Apesar do corpo de evidências científicas apresentadas na presente revisão, ainda é necessário estabelecer qual o melhor tipo de exercício para o paciente com câncer durante e após o tratamento. Um número maior de pesquisas é necessário para especificar qual a melhor modalidade e dose-resposta de exercício para cada forma de câncer.

Evanir Cossetin e Dinacir Noro 

Acadêmicos de Educação Física da Unijuí

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro_da_mama

Instituto Nacional de Câncer, 2012Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2012: Incidência de câncer no Brasil. Disponível em:

V. Mock, M. B. Burke, P. Sheehan, E.M. Creaton, M. L. Winningham, S. McKenney-Tedder, L.P. Schwager, M. Liebman (1994) Um programa de reabilitação de enfermagem para mulheres com câncer de mama que receberam quimioterapia adjuvante. Fórum Enfermagem Oncológica, 21: 899-908.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz de Reabilitação Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2005;84(5):431-440.

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