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FATORES INFLUENTES NA OBESIDADE INFANTIL

Por, Jackson Abdiel Prado e Lauriane Stochero

Matéria Publicada em: 28/11/2016

Resumo

Alguns fatores são responsáveis pelo aumento na incidência da obesidade como: a prática de assistir à televisão durante várias horas por dia, a difusão dos jogos eletrônicos, o abandono do aleitamento materno, a utilização de alimentos formulados na alimentação infantil e a dos alimentos processados em nível doméstico pelos alimentos industrializados. Identificamos que a melhora nos hábitos alimentares associando com práticas de atividades físicas, induz uma qualidade de vida melhor e com poucas chances de desenvolver a obesidade infantil.

Palavras-chave: Obesidade infantil, alimentação, saúde.

Introdução

A obesidade infantil tem aumentado dramaticamente em todos os países industrializados nos quais a inatividade física parece contribuir da mesma forma que a ingestão elevada desbalanceada de alimentos (FRELUT; NAVARRO, 2000). A falta de conhecimento e informação contribui para uma forma de hábitos alimentares baseados em açúcar e gordura. As fortes influências das empresas multinacionais elevam os riscos de consumo exagerado de seus produtos pelas crianças, meio as propagandas diretas com brinquedos que promovem a compra dos determinados produtos.                                                                         

Marco Teórico e Discussões           

No Brasil, verifica-se nas últimas décadas um processo de transição nutricional, contando-se que entre os anos 1974/75 e 1989, houve uma redução da prevalência da desnutrição infantil (de 19,8% para 7,6%) e um aumento na prevalência da obesidade adulta (de 5,7 para 9,6%) (OLIVEIRA, FISBERG, 2003).

A relação da família é o fator principal, pois são os pais que preparam e selecionam os alimentos a serem consumidos pelas crianças, no Brasil no ano de 1989 cerca de um milhão e meio de crianças com idade inferior a dez anos eram obesas, sendo esta prevalência de 2,5% a 8,0% nas famílias de menor e maior renda, e maior entre meninas nas regiões sul e sudeste analisando o período de mudança entre 89 e 96, inclui somente menores de cinco anos mostra que a prevalência de obesidade aumentou na região Nordeste, por outro lado uma redução no índice da região Sul de forma marcante nos mesmos grupos de escolaridade materna e faixa etária das crianças, assim, tendência de aumento do sobrepeso no contingente populacional mais numeroso afirma, (OLIVEIRA; COLUGNATI; AGUIAR, 2004).

As consequências das alterações metabólicas que ocorrem nesta patologia podem ser muito extensas e intensas, atingindo praticamente todos os sistemas orgânicos, todavia podem ser revertidos desde que as estruturas orgânicas acometidas não tenham sofrido danos anatômicos irreparáveis.

Fisberg (2005) afirma que o aumento da obesidade em lactantes é resultado de um desmame precoce e incorreto; decorrente de erros alimentares no primeiro ano de vida, principalmente nas populações urbanas as quais abandonam precocemente o aleitamento materno e o substituem por alimentação com excesso de carboidratos, em quantidades superiores as necessárias para o seu crescimento e desenvolvimento.

A criança alimentada com formulas artificiais está ingerindo uma alimentação hipercalórica em relação as que ingerem o natural o leite materno (NEJAR et Al., 2004). A influência da televisão é um fator primordial, pois diante da televisão a criança cria falsas concepções do certo de do errado, do saudável e do alimento improprio. 

A maioria dos alimentos apresentados na mídia são de altos valores de gorduras, óleos, açucares e sal, sendo também o ambiente familiar outro fator que pode determinar diretamente a vida alimentar da criança. Sendo os pais os controladores e selecionadores de alimentos que são ingeridos pelas crianças também os responsáveis pela liberdade de compra por parte da criança, sendo de extrema importância se desenvolver programas educacionais e de reeducação alimentar desde os primeiros meses de vida e ampliar o conhecimento da criança sobre os alimentos, levando em conta a conciliação da práticas de atividades e exercícios físicos para prevenir e diminuir os aumento do índice de obesidade na população e assim diminuindo sérios problemas de saúde e os gastos públicos voltado ao tratamento dessas morbidades.

A prática de exercícios físicos aliada à alimentação equilibrada são regras fundamentais para todas as crianças. Uma alimentação mais saudável e a prática de atividades físicas podem ser favorecidas através de pequenas mudanças nos hábitos das crianças. Por enfrentarem várias complicações decorrentes da vida moderna, é essencial que os pais proporcionem aos filhos uma dieta equilibrada e atividades físicas.

Bons hábitos alimentares podem ser aprendidos desde cedo, permitindo que a criança conheça desde os seis meses a maior variedade de sabores possível. A criança aprende pelo modelo dos pais, por isso, quando os veem se exercitando, tal atitude serve de estímulo para que ela aprenda desde cedo a adquirir hábitos saudáveis. Quando os pais são sedentários, os filhos provavelmente o serão, e futuramente podem desenvolver doenças como problemas psicossociais prejudicando o convívio e o bem-estar, sem contar com os problemas causados pela obesidade em longo prazo são, contudo, previsíveis: Crescimento; Respiratórias; Cardiovasculares, Ortopédicas; Dermatológicas; Metabólicas;

Em um estudo apontado por Veja, Poblacion e Taddei (2015), apresentaram a frequência de consumo de bebidas açucaradas entre crianças brasileiras de 2 a 5 anos de idade. Com inquérito domiciliar em cinco micro regiões brasileiras dentro de contexto rural e urbano. Foram 15 mil mulheres e 5 mil crianças na ocasião da pesquisa. Via questionário de frequência de alimentos, foi analisado o consumo de bebidas açucaradas pelas crianças. A faixa etária de 3 a 4 anos de idade foi a que mais apresentou consumo de bebidas açucaradas. A pesquisa aponta uma característica do país em desenvolvimento, que dobram as chances do consumo dessas bebidas por crianças que estão neste meio. Aos que pertencem em famílias de alto poder aquisitivo, tem seus parâmetros influenciados em 44% em serem consumidores mais frequentes de bebidas açucaradas. Destacam também, a forte influência da mídia televisiva, trazendo um padrão de hábitos alimentares sem qualidade.  

Ao contrário de países desenvolvidos que apresentam realidades inversas, onde os consumos frequentes de bebidas açucaradas se ligam a menor renda, menor educação dos pais e menor status das famílias. Este consumo frequente liga-se diretamente a questões socioeconômicas, que determinam condições, incentivos e influências no consumo desses produtos. Infelizmente, estas bebidas açucaradas são consideradas as maiores forças e causadoras do consumo do açúcar na vida dos brasileiros.

Em outro estudo apontado por Rodrigues, Alves e Amorim (2015), analisou o Projeto de Intervenção na Obesidade Infantil (PIOI) num agrupamento de escolas do Alto Moinho. O objetivo principal do programa era diminuir a prevalência de obesidade em crianças que completavam 6 anos, onde eram avaliadas desde os 3 anos de idade em cada início de ano letivo, melhorando seu comportamento alimentar e suas atividades físicas. Por meio de avaliação antropométrica e questionário sobre hábitos alimentares. Com intervenção individual e familiar mediante atendimento multidisciplinar, com nutrição, enfermagem e psicologia. Também com intervenção grupo/comunidade, com atividades lúdico-pedagógica (culinária saudável, oficinas) entre pais e professores. 

Ao completar 6 anos uma prevalência de diminuição de obesidade em 16,1% foi evidenciada, prevalecendo um alto nível de obesidade entre as crianças. A intervenção individual e familiar apresentou maiores resultados positivos na diminuição da obesidade infantil, mostrando-se uma boa alternativa no combate desta doença que cresce cada vez mais em nosso país.                               

Considerações finais

Concluiu-se pelo exposto nessa pesquisa bibliográfica que, essa situação de obesidade no mundo se apresenta como um quadro alarmante, de índices crescentes que vem se alastrando. Uma preocupação das autoridades e profissionais da saúde gira em torno das crianças e adolescentes, onde o risco de doenças associadas ao excesso de peso aumenta cada vez mais.

O tratamento da obesidade começa desde a infância que, não cuidada e prevenida pode trazer consequências para vida. No entanto, é vital que a família, a escola, os serviços de saúde, os profissionais de Educação Física, estejam atentos para identificar precocemente quais são as crianças com maior risco de se tornarem obesas. 

Assim, o problema da obesidade infantil tendo como única solução a adoção de práticas regulares de exercicios físicos e uma dieta saudável, que evitará a manifestação da diabetes e de doenças cardíacas em crianças, e formará adultos saudáveis.

Jackson Abdiel Prado e Lauriane Stochero

Referências

Gomes, M. C. O. (2002). Obesidade na Infância e Adolescência. Disponível em: <http://www.biosaude.com.br/artigos/index.php?id=155&idme=13&ind_id=34 >

RODRIGUES, Alexandrina; ALVES, Azevedo; AMORIM, Elsa. Impacto do Projeto de Intervenção na Obesidade Infantil no primeiro ciclo de um agrupamento de escolas. Revista de Enfermagem Referência. Série IV - n.º 5 - abr./mai./jun. 2015. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.12707/RIV14062>

SOARES, Dalben; Ludmila. Prevalência Fatores Etiológicos e Tratamento da Obesidade Infantil. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano.

VEGA, Juliana; POBLACION, Ana; TADDEI, José. Fatores associados ao consumo de bebidas açucaradas entre pré-escolares brasileiros: inquérito nacional de 2006. Revista Ciência e Saúde Coletiva. 2015, vol.20, n.8, pp.2371-2380.

 

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