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Fim de ano e os sentimentos depressivos

Por, Carla Fiorim Comerlato

Matéria Publicada em: 11/12/2016

    

 

      O período que envolve as festas de fim de ano pode ser considerado de extrema dualidade no que se refere aos sentimentos. É comum que haja um estresse, que pode ser avaliado como um fator positivo, afinal, motiva o indivíduo a lidar com as tais tarefas natalinas.

     Mesmo com os vários compromissos que recaem sobre as pessoas, como as festas de família, amigo secreto e o tempo escasso que, literalmente, voa para realizar inúmeras obrigações, muitos finalizam suas tarefas com exímio prazer e satisfeitos de sua produtividade.

     Entretanto, para muitos ocorre o efeito inverso. As ocupações com as festividades e os compromissos decorrentes do Natal e do Ano Novo produzem sentimentos negativos; desencadeando ansiedade, angústia e depressão, sendo liderados, principalmente, pelo estresse.

     O que para uns é uma época de espera, repleta de esperança e sonhos, para outros não passa de um período muito difícil. Quando se sentem depressivos por não ter mais seus entes queridos, fator que desencadeia lembranças e, consequentemente, tristeza e melancolia.

      É por isso que no período das festas em geral alguns passam por um verdadeiro terror fazendo contagem regressiva esperando a hora de isso tudo acabar e poder voltar à rotina normal.

     Tudo devido à ansiedade e medo sobre o que vai acontecer, ou o que não vai acontecer, pois este é o ponto principal, a frustração de não acontecer nada, não se perceber importante para alguém.  Enfim, são inúmeros os sentimentos que se manifestam, como alegria, tristeza, tensão, prazer, ansiedade.

     Esta depressão de fim de ano pode ser canalizada de forma positiva e utilizada para que se reveja o que o sujeito está fazendo de sua vida. Será que no ano que passou não foram desperdiçadas oportunidades para criar laços de amizade e realizações pessoais? Não será este o grande momento para aprender a lidar de forma diferente com a própria vida e as questões que surgem no seu decorrer?

     Portanto, é preciso que cada pessoa tenha o foco voltado para si e permaneça atenta às suas emoções, avaliando em que medida elas surtem efeito positivo ou negativo em suas vidas. Neste momento, está em jogo não apenas o presente, mas toda a experiência acumulada nos anos anteriores.

     O ideal, neste momento, é estar cercado de pessoas de quem se gosta intensificando a interação com elas ao máximo possível. Seja um amigo, um namorado ou um vizinho, esteja ao lado de companhias agradáveis.

     É importante não se afastar das comemorações, para não deixar que elas passem em branco e poder buscar alternativas para enfrentar esses sentimentos e entrar o novo ano buscando uma melhor qualidade de vida.

Carla Fiorim Comerlato

Psicóloga e Psicopedagoga na Psicoclínica

F: (55) 3332-7826 (55) 98452-6624

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