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🚨 Na manhã desta terça-feira (20), a Polícia Civil deflagrou a Operação Digital Fantasma, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que atuava dentro da agência do Bradesco em Palmeira das Missões.
Com autorização judicial, foram cumpridas prisões preventivas contra o gerente-geral da unidade, a esposa dele e um funcionário do banco, que exercia a função de caixa. Também foram realizadas buscas e apreensões, além do bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é responsável por fraudes bancárias que superam R$ 2,4 milhões, praticadas mediante abuso de confiança e utilização indevida de sistemas internos da instituição financeira.
Modus operandi
As investigações apontam que os suspeitos selecionavam contas inativas de clientes hipervulneráveis, principalmente idosos com idades entre 81 e 96 anos, além de contas pertencentes a pessoas já falecidas.
Para viabilizar as operações fraudulentas, um operador de sistema inseria a própria biometria nos leitores do banco, registrando falsamente que os clientes seriam analfabetos, o que dispensaria assinatura física. Já o gerente-geral, com acesso a credenciais de alto nível, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo rendas fictícias elevadas — em alguns casos superiores a R$ 2,5 milhões — para aumentar artificialmente o limite de crédito.
Com os dados manipulados, eram liberados empréstimos pessoais de alto valor, sem garantias reais. Os recursos, para dificultar o rastreamento eletrônico, eram sacados em dinheiro.
A Polícia Civil identificou que a esposa do gerente exercia papel central na logística de saques e ocultação dos valores, realizando retiradas fracionadas em espécie, que somaram mais de R$ 1,4 milhão, utilizando vestimentas e acessórios para dificultar a identificação por câmeras de monitoramento.
Investigação
A apuração teve início após a detecção de inconsistências graves em operações de crédito da agência. A partir de técnicas de inteligência cibernética e análise de registros de sistema, os investigadores conseguiram mapear toda a estrutura do esquema.
De acordo com a Polícia Civil, o gerente-geral era o mentor intelectual das fraudes, o funcionário subordinado executava a fraude biométrica, enquanto o núcleo familiar atuava na lavagem e movimentação dos valores ilícitos. A investigação também comprovou o uso de contas de pessoas falecidas para o trânsito do dinheiro, evidenciando a complexidade e a ousadia do esquema criminoso.
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