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Um dos quatro homens que tiveram a prisão preventiva decretada pelo envolvimento no sequestro que terminou com duas mortes, na madrugada de sexta-feira (7/8), em Guarani das Missões, havia deixado a prisão em Ijuí há pouco mais de três semanas.
Davi Felipe da Silva, de 24 anos, estava preso preventivamente havia quase seis anos quando, no dia 16 de julho, foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ijuí sob acusação de tentativa de homicídio contra policiais militares. Ele foi absolvido desse crime pelos jurados, mas condenado por tráfico de drogas e disparo de arma de fogo.
Réu é absolvido de tentativa de homicídio contra PMs e deixa a prisão em Ijuí
Ao proferir a sentença, o juiz considerou o período de prisão preventiva já cumprido pelo réu e estabeleceu o regime inicial aberto para o restante da pena, determinando a expedição imediata do alvará de soltura. Agora, menos de um mês depois de deixar a prisão, Davi volta a ter a prisão preventiva decretada, desta vez pela participação no grave episódio registrado em Guarani das Missões.
O caso resultou na morte do empresário Cleiton Oliveira dos Santos, de 44 anos, proprietário de uma ótica e joalheria, e de um dos bandidos.
Segundo as informações apuradas, cinco homens armados invadiram a residência do empresário no início da madrugada. A porta teria sido arrombada e a esposa e os filhos da vítima foram rendidos e amarrados.
Cleiton foi retirado da residência e levado como refém em seu próprio veículo. A suspeita é de que o grupo pretendia utilizar o empresário para viabilizar um roubo em sua loja.
A Brigada Militar foi acionada e iniciou as buscas. Durante a fuga, o veículo em que estavam o empresário e parte dos criminosos se envolveu em um acidente, capotou e pegou fogo em um trevo.
Cleiton e um dos criminosos morreram no local. Outros três integrantes do grupo sobreviveram ao acidente e sofreram queimaduras, permanecendo hospitalizados. Um quarto suspeito, que teria tentado fugir antes do acidente utilizando outro veículo, também foi preso.
Após a identificação dos envolvidos, a Justiça acolheu pedido do Ministério Público e decretou as prisões preventivas de Crhistian Henrique Padilha Guimarães, Talisson Siqueira Nascimento, João Vitor Padilha e Davi Felipe da Silva.
O histórico de Davi chama atenção pela proximidade entre sua soltura em Ijuí e o novo episódio. No júri realizado em 16 de julho, ele respondia pela tentativa de homicídio contra policiais militares em fatos ocorridos em setembro de 2020. Com a absolvição pelo Conselho de Sentença quanto a essa acusação e a definição do regime aberto pelas condenações remanescentes, ele deixou a prisão naquele mesmo dia.
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