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Uma advogada de Ijuí foi presa preventivamente no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de cárcere privado, trabalho em condições análogas à escravidão, exploração sexual e atuação de organização criminosa, entre outros possíveis delitos. Após passar por audiência de custódia, ela foi recolhida à Penitenciária Modulada de Ijuí.
O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, a reportagem identifica a investigada apenas pelas iniciais P.F.
Conforme apurado pelo Ijuí News, a prisão está relacionada a uma investigação decorrente de uma ação realizada, em agosto, por órgãos do Ministério Público, pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Ijuí, entre outros da área da saúde. Na ocasião, um estabelecimento onde ocorria prostituição, localizado na zona sul da cidade, foi interditado.
À época, a Polícia relatou que em datas distintas, duas mulheres foram retiradas do local por estarem supostamente submetidas às condições investigadas. Na mesma ação, hove a prisão em flagrante de um segurança e o encaminhamentos de outros dois suspeitos.
A investigação aponta que a advogada teria participação no grupo responsável pela atividade no estabelecimento. Como advogada, ela também teria prestado assistência às duas mulheres durante atendimento no Ministério Público e assumido o compromisso de encaminhá-las de forma segura aos seus familiares.
Ainda conforme os elementos apurados pela investigação, porém, o encaminhamento não teria ocorrido conforme acordado. As mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento onde ocorria prostituição, na região de Planalto(RS), situação que posteriormente resultou em uma nova denúncia às autoridades.
Uma das vítimas relatou ainda ter sido ameaçada de morte pela advogada durante o deslocamento, caso voltasse a procurar a Polícia. A suspeita de ameaça e os demais elementos reunidos durante a investigação estão entre as circunstâncias relacionadas ao pedido de prisão preventiva.
A apuração também investiga a possível participação da advogada na organização do estabelecimento interditado em Ijuí em conjunto com outros investigados.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação. Em razão do segredo de Justiça, outros detalhes do processo não foram divulgados.
"A reportagem tentou contato com a defesa da investigada, mas não obteve retorno até a publicação; o espaço está aberto".
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