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Uma mulher registrou ocorrência na Polícia Civil de Cruz Alta após suspeitar que a ossada entregue a ela pela administração do Cemitério Municipal não pertence à sua mãe, falecida em 16 de março de 2021 e sepultada um dia depois.
Conforme o registro policial, a mãe da comunicante foi sepultada em uma gaveta do cemitério municipal. No início deste ano, a filha solicitou à administração a abertura do espaço para a retirada dos restos mortais e transferência para o jazigo da família, no mesmo cemitério. Segundo o relato, o pedido inicialmente foi negado, sob a justificativa de que a liberação somente poderia ocorrer em 2027.
A mulher afirma que, no final da tarde desta quinta-feira (8/10) foi informada por terceiros de que deveria comparecer ao cemitério para retirar os restos mortais. Na manhã seguinte (9), recebeu uma embalagem identificada com o nome da mãe.
Ao conferir o conteúdo, porém, percebeu características que, segundo ela, seriam incompatíveis com a identificação. A comunicante relatou que a ossada aparentava ser masculina e apresentava uma prótese óssea e uma prótese dentária. Conforme declarou à polícia, sua mãe nunca havia passado por cirurgia que justificasse a presença desses materiais.
Ainda de acordo com o boletim, nenhum familiar teria autorizado ou acompanhado a retirada dos restos mortais, e a família afirma não ter sido previamente comunicada sobre o procedimento.
A mulher também relatou que a gaveta onde sua mãe teria sido sepultada já estaria ocupada por outro sepultamento, enquanto as gavetas vizinhas permaneciam fechadas. Diante da situação, ela procurou o responsável pela administração do cemitério, que teria informado estar fora da cidade e que o caso seria avaliado após o feriado. A possibilidade de uma troca de ossadas foi mencionada durante o contato.
Segundo a ocorrência, a administração não soube informar com precisão onde a mãe da comunicante estaria sepultada. A comunicante apresentou imagens que considera comprobatórias e manifestou interesse em representar criminalmente contra a administração do cemitério.
O registro foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Cruz Alta. Até que sejam realizadas as verificações necessárias, não há confirmação oficial sobre a identidade da ossada entregue à família, nem sobre as circunstâncias do ocorrido.
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