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Impactos do governo Bolsonaro para a vida do brasileiro

Por, Vereador César Busnello

Matéria Publicada em: 13/05/2021

Desde que o Presidente Jair Bolsonaro ascendeu ao governo do Brasil tem-se percebido o declínio em muitas áreas sociais, econômicas, de emprego e renda, da economia como um todo. Um estudo recente, acerca da aceitação pelo povo do governo bolsonarista, conduzido pela consultoria “AP Exata” e divulgado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, demonstra que a aceitação de Bolsonaro teve relativa estabilidade, ficando com 21% a 24%, entre janeiro de 2019 a setembro de 2020. Desde então, esse índice teve queda significativa, fechando em 15% de aceitação em abril do presente ano. Isso demonstra que não apenas as estatísticas exprimem o desgosto pelo governo, mas os próprios brasileiros estão sentindo os efeitos nefastos da governança de Bolsonaro.

Não é exagero dizer que o Brasil engatou uma marcha ré, ou melhor, está em ponto-morto ladeira abaixo. Mesmo os simpatizantes do governo Bolsonaro terão de concordar que o país vive a pior regressão econômica e social das últimas décadas.

Não se pode olvidar que a aceleração desse regresso, recentemente, se deu devido aos impactos da Covid-19. Mas, não se pode olvidar mais ainda, que esses impactos foram majorados pela vergonhosa política negacionista de Bolsonaro, que colocou o país entre os maiores disseminadores do vírus, com grande número de mortes, a ponto de a OMS “ter medo” do Brasil em relação a outros países. Uma vergonha internacional.

Dados levantados pelo IBGE, no último ano, demonstram bem tudo isso. Vejamos:

INFLAÇÃO: O indicador anual demonstra que a inflação flutua tendo atingido um pico de 1,35% em dezembro de 2020 e uma queda para 0,25% em janeiro de 2021, ou seja, uma oscilação significativa em pouco tempo, o que prejudica o mercado.

DESEMPREGO: O desemprego teve a sua maior alta no segundo trimestre de 2020, chegando a 14,6%.

PIB: O PIB que seguia desde de 2018 estabilizado teve uma queda vertiginosa para -10,9% no 2º trimestre de 2020, porém começou a reerguer-se.

Para além disso, Bolsonaro fechou o orçamento para 2021 com diversos cortes em áreas importantes, que somam o veto de R$ 19,8 bilhões em despesas.

A área de Ciência e Tecnologia, diretamente ligada à pesquisa e inovação no combate a Covid-19 teve diminuição de 28,7% em relação a 2020.

O orçamento destinado à Educação é de R$ 74,56 bilhões, um corte de mais de 27% em relação ao ano passado.

A Previdência Social teve corte nas despesas obrigatórias de R$ 13,5 bilhões.

Ademais, o IBGE sofreu redução de mais R$ 169 milhões do Censo. Com isso, o total previsto para pesquisa é de R$ 71 milhões, o que inviabiliza que seja realizada, pois não cobre sequer a despesa com pessoal. Vale lembrar que o censo é indispensável para que se tenha dimensão das políticas de governo, tais como, o enfrentamento ao coronavírus.

Os investimentos com infraestrutura sofreram redução de R$ 2,787 bilhões.

Ademais, a pasta da Agricultura sofreu redução de R$ 875,587 milhões e Meio Ambiente  R$ 239,832 milhões.

Uma importante área, que é a da Ciência e Tecnologia, sofreu redução de R$ 371,658 milhões, o que impacta negativamente na pesquisa e inovação sobre a Covid-19.

Apesar da pandemia, a Saúde sofreu corte R$ 2,228 bilhões!

Por outro lado, o Ministério das Comunicações que não existia em 2020 e cuja criação é de constitucionalidade duvidosa, terá orçamento de R$ 1,577 bilhão!

O Ministério da Defesa teve um aumento de 16,16%, indo de R$ 10,105 bilhões para R$ 11,738 bilhões. O Ministério da Economia um aumento de 19%, de R$ 10,904 bilhões para R$12,983 bilhões. O Ministério das Relações Exteriores, aumento de 18,94%, de R$ 1,499 bilhão para R$ 1,783 bilhão.

Já o Ministério de Minas e Energia teve aumento de 401%, de R$ 1,011 bilhão em 2020 para R$ 5,067 bilhões em 2021, justificado, segundo o secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues,  para a capitalização da Eletrobras Eletronuclear e de Itaipu.

Todos esses dados apenas confirmam o que muitos de nós, políticos e sociedade civil, dizíamos nas eleições de 2018: Jair Bolsonaro nunca esteve preparado para administrar o Brasil. Não que o país estivesse em boa condição antes dele, longe disso. A crise econômica e social teve início em 2014, no governo Dilma e prosseguiu com o governo Temer. Porém, não era necessário piorar o que já estava ruim, ainda mais quando toda a ideologia da candidatura de Bolsonaro era a crítica aos governos petistas e de esquerda, sendo uma de suas promessas recuperar o país.

O governo de Bolsonaro se mostra uma faca de dois gumes cega: de um lado incompetente, de outro desastroso. Ou não age, ou quando age estraga tudo. Nenhum dos lados cumpre seu papel, não serve para nada, só para atravancar o espaço na gaveta de talheres.

É por isso mesmo que não se vislumbra, salvo imenso engano, a possibilidade de continuidade desse governo para a próxima eleição presidencial. Pelo contrário, Bolsonaro escreve seu capítulo para os livros de história como um governo da ignorância, o governo do “fake news”, um passado que será esquecido e soterrado pela vergonha de um povo, mas cujas consequências desastrosas, infelizmente, poderão repercutir por muito tempo no país.

César Busnello - Vereador | Ijuí

Brito lateral 2020