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No combate a crimes contra a ordem financeira (pirâmide), PF faz buscas em Ijuí

Desde o dia 28 de novembro, a partir da deflagração da operação "Ouranós" a PF mira investimentos com possível origem no tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro nacional e fraudes empresariais e fiscais.

Matéria Publicada em: 05/12/2023
Operação apreende documentos, e veículos de luxo e alto luxo. Reprodução/PF.

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Postado por ABEL OLIVEIRA

A Polícia Federal (PF) intensifica diligências a partir da deflagração da operação  'Ouranós' (28.nov.2023)  com o objetivo de desarticular organização criminosa que operava estrutura semelhante à pirâmide financeira, a partir de instituições financeiras e agentes do mercado de capitais sem autorização ou registro no Banco Central do Brasil e na Comissão de Valores Mobiliários.

Desde o último dia 28 estão sendo cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico por tornozeleira, e mais mandados contra 12 pessoas físicas e 50 empresas. Foi determinado ainda o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 400 milhões em bens, sendo 473 imóveis, 10 embarcações, 1 aeronave, 40 veículos de luxo e alto luxo, mais de 111 contas bancárias, além de 3 fundos de investimento.

A PF ainda não deu detalhes sobre as investidas em Ijuí, que iniciaram no dia 28 de novembro, mas confirma a investigação de 'braços' operantes na cidade.

O esquema consistiu em fazer operar distribuidora de títulos e valores mobiliários – DTVM, para captar recursos na ordem de mais de R$1 bilhão, e de aproximados 7 mil investidores, localizados em 17 estados da Federação e do exterior, por meio de oferta pública de contratos de investimento coletivos – CIC, para aplicação em suposta arbitragem de criptomoedas, com remunerações fixas e variáveis, sem qualquer controle, registro ou autorização dos órgãos competentes.

A partir dessa captação bilionária, os recursos transitaram em várias contas de passagem, de diversas empresas, por meio de blindagem patrimonial, visando esvaziar o patrimônio da instituição financeira clandestina. O rastreamento dos recursos ilícitos mostrou que os investigados realizavam “centrifugação de dinheiro”, sistema esse em que são utilizados vários níveis em contas de passagem, com fracionamento de transferências bancárias.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional, dentre eles, fazer operar instituição financeira sem autorização, oferta irregular de valor mobiliário, exercício ilegal de assessoria de investimento.

Alerta 
A Polícia Federal alerta a população para a necessidade de cautela ao realizar investimentos, destacando a importância de verificar a legalidade e a regulamentação das instituições financeiras. O combate a esquemas fraudulentos é fundamental para a proteção do sistema financeiro e dos investidores.

Fonte: PF

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